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Terça-feira, Abril 29, 2008 |
Hoje é o último e mais importante dia de prova, a disciplina de hoje é IED - Introdução ao Estudo do Direito, disciplina essa que é pré-requisito de Direito Penal I e Direito Civil I do semestre que vem.
Pra dizer a verdade, só consegui ler um dos 12 capítulos a que a prova se aplica,
estou com um tanto de medo, mas não é só a mim que esta avaliação vem assombrando, liguei pra minha companheira de estudos e amiga e descobri que ela está de cama, com uma dor de cabeça deveras forte, o que me deixou bastante preocupada pois ela sequer conseguiu me atender.
Terminei minha parte da resenha que teremos de entregar hoje, mas receio que as duas outras integrantes do grupo não a tenham feito e por isso não possamos entregar a atividade avaliativa cujo prazo a que nos foi concedido foi de 2 semanas.
Entretanto, minha maior preocupação está na prova de IED, preciso muito obter nota boa, pois é a disciplina base para o curso a que tenho dedicado tempo e esforços.
E em virtude disso que concluo essa breve postagem para retomar meus estudos.
Boa sorte pra mim hoje,
Me olha, me olha de novo!
Larissa Archibald | 12:14 PM |
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Sexta-feira, Abril 25, 2008 |
Há muito quero voltar a publicar meus pensamentos e vontades íntimas,
quando iniciei o curso de Direito, desejei criar um blog que falasse tão exclusivamente das minhas atividades estudantis,
mas agora senti vontade de criar um blog que não seja exclusivo da ciênca jurídica, mas do conhecimento em geral,
quero um blog que sustente a manutenção do intelectual, seja o meu, seja dos meus futuros leitores.
Não vou mentir que sou humilde tão quanto Sócrates, ao contrário, sonho alto e quero reconhecimento por qualquer ato digno de tal.
Mas admiro verdadeiramente essa persperctiva socrática.
Possivelmente esse greguinho que ainda hoje é lembrado, estudado e fonte inspiradora da busca pelo conhecimento, jamais saberá a admiração que neste momento lhe devoto, porém, a mim basta admirar sem produzir qualquer efeito.
Sócrates não me veio a mente à toa, tampouco estava guardado em minha mente há tempos.
Só hoje tomei conhecimento de quem foi sócrates, como pensou e como morreu, e olha que ouço falar dele desde sempre, desde o início de minha existência.
Pode parecer irônico, mas me pergunto como consegui viver até hoje ouvindo esse nome sem me atentar para este indivíduo enquanto pessoa precoce e estupidamente sábia a ponto de não reconhecer em si mesmo a sabedoria.
O julgamento e condenação de Sócrates são pontos centrais da obra de Platão a qual petulantemente disponibilizo trecho:
O JULGAMENTO DE SÓCRATES
Sócrates no leito de morte, Jacques-Louis David, 1787
Ano: 399 ou 400 a.C.
Local: Atenas.
Palco: júri popular, composto por 501 pessoas
Réu: Sócrates(fisicamente presente).
Veredicto: condenado.
Pena: a morte.
Acusadores: Meleto, Anito e Lícon.
Acusação: conspirar contra o Estado por não acreditar
nos deuses por ele impostos e corromper os jovens.
Descrito por Platão
Acusação
A acusação diz: "Sócrates comete crime, investigando indiscretamente as coisas terrenas e as celestes, e tornando mais forte a razão mais débil, e ensinando aos outros". Mas nada disso tem fundamento, pois não instruo e nem ganho dinheiro com isso. Talvez pudessem dizer de mim: "Enfim, Sócrates, o que é que você faz? De onde nasceram essas calúnias? Se suas ocupações não fossem tão diferentes das dos outros, não teria ganho tal fama e não teriam nascido acusações".
Sócrates responde: Acontece que Xenofonte, uma vez indo a Delfos, ousou interrogar o oráculo e perguntou-lhe se havia alguém mais sábio do que eu. Ora, a pitonisa respondeu que não havia ninguém mais sábio. Ao ouvir isso, pensei: "O que queria dizer o deus e qual é o sentido das suas palavras? Sei bem que não sou sábio, nem muito nem pouco." E fiquei por muito tempo sem saber o verdadeiro sentido de suas palavras. Então resolvi investigar a significação do seguinte modo: Fui a um daqueles detentores da sabedoria, com a intenção de refutar, por meio deles, o oráculo e, com tais provas, opor-lhe a minha resposta: "Este é mais sábio que eu, enquanto você disse que sou eu o mais sábio". Examinando esse homem - não importa o nome, mas era um dos políticos - e falando com ele, parecia ser um verdadeiro sábio para muitos e, principalmente, para si mesmo. Procurei demonstrar-lhe que ele parecia sábio sem o ser. Daí veio o ódio dele e de muitos dos presentes aqui contra mim.
Então, pus-me a considerar comigo mesmo, que eu sou mais sábio do que esse homem, pois que, nenhum de nós sabe nada de belo e de bom, mas aquele homem acredita saber alguma coisa sem sabê-la, enquanto eu, como não sei nada, também estou certo de não saber. Parece, pois, que eu seja mais sábio do que ele nisso: não acredito saber aquilo que não sei.
Fui a muitos outros daqueles que possuem ainda mais sabedoria que esse, e me pareceu que todos são a mesma coisa. Daí veio o ódio deste e de muitos outros. E então me aconteceu o seguinte: procurando segundo o critério do deus, pareceu-me que os que tinham mais reputação eram os mais desprovidos, e que os considerados ineptos eram homens mais capazes quanto à sabedoria.
Também procurei os artífices e devo dizer que os achei instruídos em muitas e belas coisas. Eles, realmente, eram dotados de conhecimentos que eu não tinha e eram muito mais sábios do que eu. Contudo, eles tinham o mesmo defeito dos poetas: pelo fato de exercitar bem a própria arte, cada um pretendia ser sapientíssimo, também, nas outras coisas de maior importância e esse erro obscurecia o seu saber.
Dessa investigação, cidadãos atenienses, tanto me originaram calúnias como também me foi atribuída a qualidade de sábio. E totalmente empenhado em tal investigação, não tenho tido tempo de fazer nada de apreciável, nem nos negócios públicos, nem nos privados, mas encontro-me em extrema pobreza, por causa do serviço do deus. Além disso, os jovens, seguindo-me espontaneamente, gostam de ouvir-me examinar os homens. Eles, muitas vezes, me imitam por sua própria conta e decidem também examinar os outros, encontrando grande quantidade daqueles que acreditam saber alguma coisa mas pouco ou nada sabem. Daí, aqueles que são examinados encolerizam-se e, por essa razão, dizem que há um tal Sócrates que corrompe os jovens.
Saibam quantos o queiram, que por esse motivo sou odiado; e que digo a verdade, e que tal é a calúnia contra mim e tais são as causas.
Cidadãos de Atenas, creio que vocês não têm nenhum bem maior do que este meu serviço do deus. Por toda a parte eu vou persuadindo à todos, jovens e velhos, a não se preocuparem exclusivamente com o corpo e com as riquezas, como devem se preocupar com a alma, para que ela seja o melhor possível. Absolvendo-me ou não, não farei outra coisa, nem que tenha de morrer muitas vezes. Dessa forma, parece que o deus me designou à cidade com a tarefa de despertar, persuadir e repreender cada um de vocês, por toda a parte, durante todo o dia. É possível que vocês, irritados como aqueles que são despertados quando no melhor do sono, levianamente me condenem à morte, para dormirem o resto da vida.
Condenação
A minha impassibilidade, cidadãos de Atenas, diante da minha condenação deriva, entre muitas razões, que eu contava com isso, e até me espanto do número de votos dos dois partidos. Por mim, não acreditava que a diferença fosse assim pequena.
Os meus acusadores pedem, para mim, a pena de morte. Que pena ou multa mereço eu? O que convém a um pobre benemérito que tem necessidade de estar em paz para lhes poder exortar ao caminho reto? Para um homem assim conviria que fosse nutrido e mantido pelo Estado. Por não terem esperado um pouco mais, vocês irão obter a fama e a acusação de haverem sido os assassinos de um sábio, de Sócrates. Pois bem, se tivessem esperado um pouco de tempo, a coisa seria resolvida por si mesma: vejam vocês a minha idade.
Talvez, senhores, o difícil não seja fugir da morte. Bem mais difícil é fugir da maldade, que corre mais veloz que a morte. Eu, preguiçoso e velho, fui apanhado pela mais lenta: a morte. Já os meus acusadores, válidos e leves, foram apanhados pela mais veloz: a maldade.
Assim, eu me vejo condenado à morte por vocês; vocês, condenados de verdade, criminosos de improbidade e de injustiça. Eu estou dentro da minha pena, vocês dentro da sua.
E estamos longe de julgar retamente, quando pensamos que a morte é um mal. Porque morrer é uma destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja; ou, como se costuma dizer, a morte é uma mudança de existência e uma migração deste lugar para outro.
Se, de fato, não há sensação alguma, mas é como um sono, a morte é como um presente, porquanto todo o tempo se resume em uma única noite.
Se a morte, porém, é como uma passagem deste para outro lugar e se lá se encontram todos os mortos, qual o bem que poderia existir maior do que este? Quero morrer muitas vezes, se isso é verdade, pois para mim a conversação acolá seria maravilhosa. Isso constituiria indescritível felicidade.
Vocês devem considerar esta única verdade: que não é possível haver algum mal para um homem de bem, nem durante sua vida, nem depois de morto. Por isso mesmo, o que aconteceu hoje a mim não é devido ao acaso, mas é a prova de que para mim era melhor morrer agora e ser liberto das coisas deste mundo. Por essa razão não estou zangado com aqueles que votaram contra mim, nem contra meus acusadores.
Mas já é hora de irmos: eu para a morte, e vocês para viverem. Mas quem vai para melhor sorte é segredo, exceto para Deus.
À quem não conhece Sócrates dedico este post.
Agradeço ao professor Eduardo que ministra as aulas de História de Direito por disponibilizar o texto acima julgando interessante aos alunos do primeiro período do curso de Direito e principalmente por fazer florescer em mim de novo o desejo de aprender.
Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância. Por Sócrates
Larissa Archibald | 9:55 PM |
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Terça-feira, Fevereiro 20, 2007 |
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Erro
s. m.,
ato de errar;
engano;
equívoco;
resultado falso;
incorrecção;
desvio do caminho;
mau comportamento, desregramento;
delito, culpa.
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Estava eu cá em meus pensamentos:
Erros todos comentem, uns reversíveis outros não.
Dizem que é errando que se aprende.
Dizem também que para aprender não é preciso errar, basta observar os erros de outros.
Erro seria uma anomalia, uma fatalidade, uma frustração.
Erro se comete o tempo todo,
Erra-se numa questão de vestibular, a escrita de uma palavra,
atitudes tomadas, coisas não ditas, coisas ditas, coisas feitas,
enfim, erra-se a todo momento.
Percebi o quanto me cobro, não admito erros, embora erre tanto quanto outros.
ERRAR É HUMANO - é o que ouço.
E é mesmo, cada erro que vejo, e nem por isso alguém é melhor ou pior que alguém,
Cada um tem uma vida, uma história, um sonho, um desejo, um receio, um filme favorito,
cada um é cada um e isso é tudo uma questão de aceitação.
Por isso a partir de hoje, me aceito como sou.
Sou assim e ponto final, goste gostar, odeie quem odiar.
EU SOU ASSIM
Minhas falhas vou tentar não repetir, a busca do melhor sempre irá existir,
Não peço que alguém simpatize comigo, para os que o fazem, parabenizo-os! São mesmo pessoas pacientes...
Para agradar alguns, não preciso fazer nada, basta ser eu mesma,
outros porém, para agradar preciso fazer até malabarismo.
Entendi que agradar aqueles que me fazem mudar minha identidade não vale a pena.
'Ser' é uma dádiva, é único!
Eu gosto do meu jeito, da minha voz, do meu cabelo,
da minha personalidade, da minha maturidade, do meu corpo, da visão que tenho do mundo.
Eu gosto do conjunto que sou!
Bobos são aqueles que não admiram isso tudo, aliás, bobos não, BURROS! ;)
cada um sabe dos gostos que tem, suas escolhas, seus jardins
cada um pode com a força que tem na leveza e na doçura de ser feliz.
Do jeito que eu gosto!
Larissa Archibald | 8:52 AM |
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Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007 |
É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.
É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.
Larissa Archibald | 9:00 AM |
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Segunda-feira, Janeiro 29, 2007 |
Pirulito que bate bate, Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ele, Quem gosta dele sou eu!
Dirigido e Adaptado por Larissa ;p
O que tenho a dizer do meu domingo,
vejamos...
foi ótimo, simples e ótimo!
Fui assistir à 'Os Monólogos da Vagina'
é m a r a v i l h o s o
A Fafy Siqueira é espetacular,
o texto, o cenário tudo muito bom!
Vadgiiiiiiiina
Muito cômico, passa uma mensagem linda
e acho até que influencia na maneira de ser de algumas mulheres.
Ótimo, recomendo! =)
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Pós espetáculo, saimos pra comer num restaurante japonês
e depois casa né beibes.
Demoreeeeeeeei pra dormir, mas valeu a pena. ;)
Dormi em VV
Vim pra casa hoje de manhã.
Foi um dia normal,
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Naquela busca incessante por algo que realmente saiba fazer,
escrever, falar,me divertir, divertir outros, moda, matemática, história, física, química,
design, culinária, artesanato, qualquer coisa.
Férias acabando.
Viva o volta às aulas! \o/
3° ano - Vestibular - tem que estudar neguinha ;)
Aqueeeeeele concurso em abril,
tomara que tenha vagas no ES
TOMARA! =)
Dia 7 de fevereiro tem o show da Marisa Monte
Quero irrrr :D
Mas não sei se vouuuu :D
ihoaihoiah
Irmão chegou, evidentemente estou xispando do pc ^^
até a próxima!
>Me olha, me olha de novo!
Larissa Archibald | 8:43 PM |
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